Nadia Humphreys, Business Manager for Sustainable Finance solutions, e Enrique Neves-Martin, Product Manager, da Bloomberg, contribuíram para este artigo. Versão original exibida pela primeira vez no Terminal Bloomberg.
Mas algumas das maiores empresas da Europa não relataram dados de emissões diretas, prejudicando a capacidade dos gestores de fundos de atender a uma nova regulamentação para realizar análises da pegada de carbono nos investimentos.
A Sustainable Finance Disclosure Regulation (SFDR, na sigla em inglês) é parte da legislação europeia que promove investimentos em negócios mais sustentáveis. O objetivo é assegurar que os participantes do mercado financeiro possam financiar um crescimento sustentável a longo prazo e agir no melhor interesse dos investidores, incluindo a exigência de conduzir due diligence antes de fazer investimentos sustentáveis. No centro da SFDR está a necessidade de divulgar indicadores ambientais, sociais e de governança adversos para todas as empresas em um portfólio sustentável. Mais empresas de gestão de fundos, incluindo Robeco, Aegon e Axa, consideram as mudanças climáticas e a biodiversidade em seus investimentos.
"O setor financeiro está passando por um ajuste que pode ser muito significativo à medida que as empresas chegam à conclusão de que uma
parte substancial de nossa economia depende do capital natural, e o temos usado como um recurso gratuito, causando esgotamentos e consumindo mais do que sua capacidade de regeneração", disse Hubert Keller, managing partner da Lombard Odier em Genebra, à Bloomberg Green.
O problema
Os dados de emissões de carbono podem ser complexos. Os dados de carbono de escopo 1 são as emissões diretas provenientes de operações de uma empresa e é uma das métricas de emissões de carbono mais simples de compilar e gerar relatórios. Há também o escopo 2, que são as emissões indiretas de suas operações, e o escopo 3, que são todas as outras emissões, incluindo as geradas por consumidores finais no uso de produtos.
O problema para os gestores de fundos é que os dados de emissões de carbono podem ser difíceis de obter. Mais de 20% dos membros do Euro Stoxx não divulgam dados de carbono de escopo 1, e 137 das empresas do Stoxx Euro 600 não divulgaram esta métrica em 2019, o último ano para o qual números abrangentes estiveram disponíveis até 8 de janeiro.
De acordo com as regras propostas, os gestores de fundos europeus precisarão especificar as emissões de carbono de todos seus investimentos. Sem um conjunto de dados completo, os gestores de fundos podem utilizar estimativas fornecidas pela Bloomberg para preencher as lacunas. As estimativas são criadas por meio da combinação de dados abrangentes de empresas com o auxílio de machine learning.
Monitoramento
Use a funcionalidade do Terminal Bloomberg para acessar estimativas históricas de emissões de carbono.
Insira “carbon estimates” na linha de comando e selecione BI ESG CARBONEST. O atalho é BI ESG CARBONEST <GO>.
Para mais informações sobre esta ou outra funcionalidade do Bloomberg Professional Service, clique aqui para solicitar uma demonstração com um representante de vendas da Bloomberg. Clientes existentes podem pressionar <HELP HELP> no teclado Bloomberg.