As instituições financeiras que atualmente não estão medindo as emissões das empresas que financiam devem começar a fazer isso agora para entender o impacto climático geral e os riscos que enfrentam, disse Kreps.
As taxas de emissão recebidas nos primeiros quatro meses de 2021 foram mais do triplo do que os bancos embolsaram durante o mesmo período de 2020, com empresas e governos emitindo mais de US$ 150 bilhões de títulos verdes, segundo dados da Bloomberg. O recorde atual de taxas para o ano inteiro de emissão de títulos verdes foi de US$ 1,3 bilhões recebidos em 2020.
Neste ano, o JPMorgan é o principal facilitador de vendas de títulos verdes, seguido pelo BNP Paribas SA, Credit Agricole, Citigroup e HSBC Holdings Plc, de acordo com os dados da Bloomberg.
Ainda assim, os bancos estão ganhando cerca de 40% a mais em taxas ao ajudar as empresas de combustíveis fósseis, e é uma tendência que — mesmo em queda -— não mostra sinais de acabar em breve.
"Esta é uma oportunidade significativa para os bancos desempenharem um papel de liderança na condução da transição para a neutralidade de carbono", disse Stephanie Pfeifer, CEO do Institutional Investors Group on Climate Change, em um relatório recente. "Com cinco anos já passados desde o Acordo de Paris, a conversa deve ser substituída por ações".